O dia que abri cartas dos meus antigos amores
Esses dias resolvi arrumar meu quarto pra doar e jogar fora tudo o que não faz mais sentido guardar. Tudo isso porque estava estudando organização com uma mulher chamada Marie Kondo.
Estava me desfazendo de muita coisa. De matérias que tenho ainda do colegial (que já me formei a mais de sete anos), roupas que comprei e usei poucas vezes, revistas, livros, objetos, acessórios, lençóis, e até itens que estavam quebrados. Até que cheguei a um bau que guardava cartas que tinha recebido de mulheres que tinham me amado…

Marie Kondo diz em seu livro que é necessário se desfazer inclusive dessas cartas de antigos amores pois a grande parte das vezes, eles nem se lembram do que eles escreveram. E amigos…
É verdade.
Resolvi ler algumas cartas e a primeira que li era de uma pessoa que conheci quando tinha 16 anos (hoje tenho 25). Confesso que fiquei feliz e animado quando abri o envelope pois a carta tinha sido feita com muito carinho. Corações, tinha capa, letra impecável e a pessoa deixou até uma foto dela dentro da carta. Me diverti muito com isso porque foi uma grande viagem ao passado e passei a me perguntar se ‘a garotada’ de hoje em dia teria o trabalho de escrever uma carta ao seu crush.
Mas o mais estranho nisso tudo foi o acesso a pessoa que eu tive. Porque eu senti que a diferença do garoto que era antes é completamente diferente do homem que sou hoje. Ficou enfatizado em minha mente que mano, EU ERA ROMÂNTICO. E olhando para o rapaz que sou hoje, parece que essa essência nem existe mais. Nem acreditei que fui um dia aquele garoto.
Os sentimentos que foram gerados dentro de mim quando examinei as demais cartas de outras duas pessoas (eram apenas três tá? Não pensem que tinham várias), era cheio de esperança de quem sabe um dia, viver algo semelhante ao que vivi naquela época. Aquele sentimento parecia uma bomba relógio dentro de mim e que estava prestes a explodir a qualquer momento.
Quando eu li a última carta, da última mulher que fui apaixonado, ela dizia em sua carta que jamais se veria sem falar comigo e que era muito grata por tudo que tinha ensinado a ela. E sabe qual é a grande verdade? É que hoje deve fazer uns quatro anos que não se falamos mais.
… (pausa dramática)
Foi interessante sentir todos esses sentimentos de volta e notar a esperança que eles geraram em mim. Mas o que mais é interessante é a maturidade que estou hoje por conseguir lidar com isso, sem querer dar uma de louco e viver isso com alguém de novo porque infelizmente, eu ainda não acredito que esse dia vai chegar.
Por quê?
Porque muito embora eu tenha vivido momentos até que felizes com essas pessoas, o rompimento foi algo muito doloroso. Que me gerou depressão, insônia e tive que tomar uns remédios fortíssimos pra conseguir superar a ‘perda’.
Eu me desfiz das cartas e não me pesou muito, porque foi verdade que aprendi com autora. Realmente as pessoas não se lembram do que escreveram, tanto que nenhuma delas cumpriram o que disseram. Mas é normal, não guardo mágoas até porque a gente era muito jovem e ingênuo. Hoje entendo o amor com um conceito completamente diferente.
Inclusive, hoje eu vi uma frase de uma adolescente dizer que quando a pessoa diz que nos ama, NAQUELE MOMENTO, realmente significou que ela o amou.
Naquele momento…
Foi exatamente por causa desse ‘pequeno momento’ que decidi me guardar para uma coisa mais duradora. Jamais lidei bem com despedidas e sinceramente, não quero viver outras.
Um dia vou escrever o que acredito que o amor deve ser e as bases de um relacionamento. Mas devo dizer que foi interessante ‘reviver’ esse momentos de novo pois me fez lembrar o quão intenso eu era e o quão romântico eu fui. Ficou uma grande duvida… será que eu ainda sou aquele rapaz ou ele definitivamente morreu? Ai está uma pergunta que meus amigos mais íntimos podem responder por mim, porque eu realmente não sei responder.
E aos grandes amores que um dia tive devo dizer apenas um obrigado por terem um dia jogado suas esperanças em mim. Grato pelos momentos e grato até pelas feridas que me causaram um dia. Pois ver o garoto que eu era antes e ver o homem que sou hoje é um momento de grande orgulho porque eu realmente cresci, aprendi e evolui para uma pessoa bem melhor.
Ah, e eu estou bem melhor assim, sozinho mesmo. Bem melhor, por sinal ;)
Eu acho bem difícil tirar foto sorrindo mas eu arrisco às vezes :)
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Obrigado Deus.
Porque eu era pobre, sujo, doente, ferido, fazia e pensava maldades.
Mas sua luz veio sobre mim, seguras-te minha mão e chamou-me de filho.
Tomou de mim todas as minhas dores e as sarou.
Lavou-me completamente e deu-me vestes brancas.
Me levou a sua casa e me apresentou uma nova família.
Colocou um anel em meu dedo e encheu meu coração de sua paz.
Me deu bom alimento, ensinou os seus caminhos e mostrou como caminhar com seus passos.
Quando escorreguei me levantas-te, Quando errei me perdoas-te, quando me machuquei me curou-me.
Me amou como ninguém e deste-me uma alegria que transborda os montes.
Abriu meus olhos pra sonhar e deu-me um propósito pra viver minha vida.
Encheu meu coração de fé fazendo-me acreditar que tudo é possível.
E vem todos os dias comigo, sempre ao meu lado, nunca me abandonas-te.
Pelo contrário, acredita em mim e torce que seja melhor todos os dias.
Agradeço a ti meu Deus, porque não tinha nada, e hoje tenho tudo.
E tudo que eu tenho, é você meu Deus forte de Israel que me de uma nova vida pra viver
Obrigado Deus.
“Sempre me senti diferente dos outros. Não mais bonita, não mais inteligente, não mais especial, não mais esperta, não mais maluca, não mais legal, apenas diferente. Sou diferente na forma de sentir, tudo que me toca, me toca fundo. Tudo que me alegra, me alegra muito. Tudo que me dói, dói forte, corta.”— Tati Bernardi.
(Fonte: classificar, via blodroser)
Gente, vocês precisam aprender que solidão só é ruim quando você já se perdeu. Do contrário tu não estará sozinho, estará consigo.




